Caderno de Escritura

Café, livros e rock 'n' roll

Arquivo para março 21st, 2011

A Mulher em PDF

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Esqueci de avisar ontem que A Mulher Sem Palavras já está a venda na Saraiva e na Gato Sabido como e-book. Não é no formato Epub, o melhor, mas em PDF. A um preço muito honesto.

Os links são esses: Saraiva (http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3369952/a-mulher-sem-palavras/?ID=BE1348867DB031509182B0844) e Gato Sabido (http://www.gatosabido.com.br/ebook-download/149470/a_mulher_sem_palavras.html)

 

Escrito por Marcelo Barbão

21/03/2011 em 10:29

Publicado em Egopress

O boom antes do boom

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Em 1966, o escritor, crítico e ensaísta chileno Luis Harss escreveu um livro, primeiro em inglês, chamado Los Nuestros (Into the Mainstream) onde publicava entrevistas com escritores que formariam a base do chamado Boom Latino-Americano.

Cortázar, García Márquez, Juan Rulfo, Carlos Fuentes, Vargas Llosa e até João Guimarães Rosa. Bom, depois de anos esgotado, a revista Ñ começou a publicá-lo em 9 fascículos. São sensacionais. Já saiu Cortázar e García Márquez, no próximo sábado sairá Rulfo.

Não seria legal algo assim no Brasil? Talvez seja apenas impressionismo meu, mas acho que pela primeira vez a literatura brasileira tem a chance de ganhar um espaço maior no cenário mundial. Pode ser através do crescimento do país, da diminuição relativa da pobreza e coisas assim.

Tanto pode ser uma viagem minha, afinal estou de fora, vendo as coisas um pouco de longe. Claro que falta interesse entre uma parte dos editores e também uma parte da crítica e do jornalismo.

Contagem para comparação (essa semana fui tonto e esqueci de comprar o suplemento cultural do La Nación): revista Ñ e Radar Libros
total de resenhas: 11
livros argentinos: 6 (+ 2 de portugueses)
livros de autores iniciantes: 0

Escrito por Marcelo Barbão

21/03/2011 em 1:31

Publicado em Letras Portenhas

Literatura Argentina e Edição

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A partir de amanhã a vida fica ainda mais corrida do que já é hoje. Começam as aulas na UBA (Universidade de Buenos Aires) e eu me “inscrevi” em duas matérias. O inscrevi está entre aspas, porque na verdade vou ser aluno ouvinte pois não tenho muita vontade de ficar fazendo provas e só quero estudar as matérias que me interessam.

Por exemplo, no curso de Letras, não vou nem passar perto de Gramática, Sintaxe e Linguística. Só quero fazer Literatura mesmo. Já o curso de Edição é mais atrativo e de repente, se gosto, até posso tentar fazer completo. Por enquanto, sou um “oyente”.

As matérias então são: Literatura Argentina e Introdução à Atividade EleitoralEditorial. Depois das primeiras aulas, dou minha opinião sobre isso.

Escrito por Marcelo Barbão

21/03/2011 em 1:15

Publicado em Vida em Geral

Moça em chapéu de palha

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Menalton Braff

Menalton Braff sempre me surpreende. Depois de ter lido há pouco tempo o excelente A Muralha de Adriano, com sua narrativa mais tradicional e linear, ele nos desconcerta (no bom sentido) com essa Moça.

Eu me interessei pelo título, mas não consegui entender a conexão entre o chapéu de palha e a pintura antes de me embrenhar pela leitura. No livro, Menalton conta a história de Bruno, um jornalista aparentemente de uma cidade pequena que descobre falcatruas de um grande empresário.

O problema é que esse sujeito é um grande amigo do dono do jornal que o impede de publicar suas descobertas (que nunca são reveladas no correr da trama). A partir do choque com o editor do jornal, o livro vai se desenvolvendo a partir da memória fragmentada e muitas vezes repetitivas do jornalista.

Como acabou publicando a matéria de todas as formas (mesmo não ficando claro onde e como), ele precisa se esconder pois gente poderosa o procura e passa os dias num sítio com sua namorada – a pintora que usa chapéus de palha – enquanto escreve um romance (sugestão da namorada) sobre todo o caso de corrupção. Mas o livro que Bruno escreve vai se afastando da narrativa jornalística e ganha toques de ficção. O que causa estranheza em sua namorada.

Aos poucos o livro vai ganhando um toque metalinguístico já que a história que Bruno conta vai se transformando no livro que Menalton está escrevendo (ou vice-versa), com os toques impressionistas que se espalham por todo o texto e fazem a conexão com o título. Eu que havia me encantado com o primeiro livro que li do Braff, o Que Enchente me Carrega?, agora tenho outro na lista dos melhores.

Para mim, Menalton é um dos melhores escritores brasileiros da atualidade. E ele não para, já lançou mais um que felizmente deverá chegar às minhas mão em abril.

Escrito por Marcelo Barbão

21/03/2011 em 1:02

Publicado em Café com Livros

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