Caderno de Escritura

Café, livros e rock 'n' roll

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A volta da temporada

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Felizmente chega março e volta a temporada de eventos literários na cidade. Sim, é bom ter o verão para poder ler os vários livros comprados e ganhados durante o ano, mas o contato com ideias e escritores também é muito bom. E comecei 2011 em grande estilo. Ontem, dia 4, fomos à Eterna Cadencia para ver o lançamento do livro Soy un Bravo Piloto de la Nueva China, do jornalista Ernesto Semán. Só o conheço pelas suas reportagens no Pagina 12 (é o correspondente deles nos EUA), mas a apresentação de ontem foi feita por Ricardo Piglia. O que dá um pouco o tom do debate.

Cheguei tarde e a EC estava lotada, por isso só pude ouvir a conversa. Aproveitei para comprar, além do livro que estava sendo lançado, o Blanco Nocturno, último do próprio Piglia (cuja tradução é Alvo Noturno, não Branco Noturno, como vi em alguns textos brasileiros) e um romance inédito de Silvina Ocampo, uma das melhores escritoras subvalorizadas da Argentina.

Era esposa de Bioy Casares, muito amiga de Borges e irmã de Victoria Ocampo, o que dá uma noção de seu problema em ser reconhecida. Mas é uma contista e poeta incrível. Agora quero avaliar seus romances. Depois da EC fomos a um restaurante ali perto chamado Dominga, onde jantamos com Martín Kohan.

Escrito por Marcelo Barbão

05/03/2011 em 13:38

Publicado em Direto de Buenos Aires

Tropas no Colón

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Temos um lugar para alugar DVDs que, para se manter no business, precisou se adaptar aos tempos modernos. Então, além de alugar DVDs mais antigos, o cara se mantém atualizado vendendo DVDs piratex. É, isso mesmo. Tem ali, num cantinho (e não é nada escondido), todos os famigerados CDzinhos com filmes que ainda estão passando no cinema.

Em geral, não gosto de comprar esses filmes. E é mais por não querer ficar com um monte de CD e DVD perdido pela casa do que por outro motivo. Há muito tempo não uso mais CDs ou DVDs para guardar informações e eles só enchem o saco. Bom, mas a Stella quis por que quis ver Tropa de Elite 2 que, claro, só existe aqui piratão. E compramos. 8 pesos, menos de 4 reais. E foi uma das experiências mais interessantes e alucinantes que já vi.

Porque as legendas criadas por algum moleque de 13 anos não tinha absolutamente nada a ver com o que era dito. Em alguns momentos, elas se encontravam, mas no geral a história contada na tela era completamente diferente da contada nas legendas. Claro que precisei me desconectar das palavras, para poder entender a história, mas pretendo rever sem o som, só com as legendas para entender como um argentino verá o filme. Surreal.

E por falar nisso, bem mais fraco que o primeiro, na minha opinião.

Ontem também fomos fazer as famosas visitas guiadas no Teatro Colón. Finalmente, depois de tantos anos, elas voltaram. Era para sairmos depois do almoço, mas enrolamos e chegamos para a última visita em inglês. Fomos mesmo assim e valeu a pena. Apesar da ridícula proibição de tirar fotos passando o saguão. Não entendi o motivo, realmente. Íamos “roubar” segredos do teatro? Ou estragar as cadeiras com nossos flashes? De qualquer forma, o teatro é sensacional e as guias, simpáticas. Por 20 pesos (para mim, vocês estrangeiros pagarão 60), vale a pena. Claro que estará no Direto de Buenos Aires essa semana.

Escrito por Marcelo Barbão

13/02/2011 em 21:55

Publicado em Direto de Buenos Aires

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