Caderno de Escritura

Café, livros e rock 'n' roll

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Dos motivos para minha ausência

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Sim, é por esse motivo aí embaixo. Entre brigas pela capa, releituras infindáveis, propostas de lugar, hora e data para lançamento e outras atividades de “marketing” e “divulgação”, não tive tempo para nada, mas agora está pronto. Já foi pra gráfica, já não tem mais volta. Minha barriga dói de nervoso antecipadamente, talvez eu até faça o esforço de ir no lançamento, quem sabe?

Quem lê o blog sabe da minha misantropia, mas como a cerveja é de graça, aumenta as chances de minha presença.

Então é isso, dia 14 espero todos lá.

Escrito por Marcelo Barbão

27/09/2010 em 23:31

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De quando tudo se parece com um capítulo de livro de autoajuda

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Não, não vou dar uma aula de como escrever autoajuda (poderia falar sobre como traduzir, mas tampouco vou fazer isso). É que hoje me senti um pouco como se fosse um desses personagens de livros de autoajuda – se é que esses livros têm personagens.

Bom, às vezes, muito raramente, acontece de nosso dia ser bastante bom, quase perfeito. E hoje foi um desses. Entre aulas de espanhol, de estilo, de bateria e academia, cheguei em casa cansado, molhado (sim, choveu o dia inteiro) e com muito frio, mas contente.

Ontem chegou o Sudestada, um dos ventos mais famosos de Buenos Aires. Como diz o nome, ele vem do Sul e por isso é frio pra cacete. Mas é frio mesmo, não é brincadeira. Cada rajada deve significar uma queda de mais de 5 graus de temperatura.

E no primeiro dia chegava a quase 100 km/h. Eu fiz tanta coisa nessas últimas duas semanas, mas nem sei o que contar. Fomos a La Plata no meio de agosto, por causa do curso dela, e dessa vez pensamos em organizar tudo com antecedência. Vimos um hotel, fizemos reserva, tinha wi-fi, assim eu trabalharia durante o dia e à noite podíamos passear.

E lá vou eu para o hotel (chegamos na terça cedinho, Ela foi direto para a faculdade). Bom, chego e já não gosto muito do lugar, meio feio, um pouco escuro. Toda a fachada estava sendo reformada. Já começamos mal, a mulher da recepção – que era mais um balcãozinho – me diz que preciso pagar antecipado, pelo menos um dia. Como fiquei com o pé atrás, paguei só o primeiro dia.

Subo ao quarto e fico com mais certeza que o lugar ou é um ou foi um puteiro. A internet no quarto era uma rede wi-fi aberta que consegui captar perto da janela, o lugar tinha um cheiro estranho, os lençóis estavam meio sujos e não me deram o controle remoto do ar-condicionado. Quando liguei para a “recepção” perguntando sobre isso, veio uma pessoa até o quarto, bateu na porta e, quando eu abri, ligou e levou o controle com ela.

Ou seja, se eu quisesse desligar, teria de fazer tudo isso de novo. O banheiro era minúsculo e o chuveiro estava colocado de um jeito que molhava tudo. A única coisa que não dava para reclamar era o colchão que devia estar mais rodado que… bem, deixa pra lá.

Na manhã seguinte, o pior. Descemos já dispostos a ir embora daquele lugar de horror, mas como o café estava pago, fomos até o “refeitório”. Sim, com várias aspas. Ali tive certeza. O lugar estava cheio de espelhos, tinha um daqueles projetores (virados para uma parede branca). Era brega até não mais poder. Eu comia meu pão murcho e bebia o café com leite enquanto imaginava aquele lugar tocando música brega e cheio de gente atrás de sexo barato.

E o pior é que quanto mais a decadência do lugar me deixava deprimido, mais Ela se deliciava com os pães e as geleias. Demorou vários minutos até terminar seu café para podermos ir embora. E meu horror aumentando. Saí de lá angustiado e fui para o hotel mais chique da cidade (que é só um 4 estrelas, já que La Plata tem sérios problemas de hotelaria) para a segunda noite. Bota no cartão de crédito, só precisava me sentir mais limpo.

Na área de literatura, hoje começou a Festa Literária Internacional de Buenos Aires e vou me dedicar principalmente a isso até domingo. E morreu um dos mais famosos escritores daqui, o Fogwill, que eu vergonhosamente conheço muito pouco.

Seguindo na linha “estou aproveitando bem meu tempo e fazendo coisas que gosto”, na semana passada comecei um curso de extensão na UBA sobre Fotografia Documental que está vinculado à área de Antropologia. Gostei da professora, da proposta e até já tenho uma ideia do que fazer como ensaio fotográfico – que deve estar pronto ao final do semestre: quero trabalhar sobre o processo de preservação arquitetônica da cidade.

Explico um pouco melhor: desde que começou esse governo municipal, em 2007, há uma verdadeira explosão imobiliária predadora. Por causa de seus interesses (o prefeito é empresário e está ligado à construção), simplesmente não existe nenhuma fiscalização de obras – a queda de uma academia ao lado de uma obra com problemas recentemente matou 3 pessoas -, nenhuma fiscalização de patrimônio, nenhuma preocupação ambiental ou histórica.

San Telmo, bairro preservado e parte do “casco histórico” onde nasceu a cidade, está lutando contra a construção de uma torre de muitos andares, algo proibido por lei – mas que o governo autorizou. A coisa está assim, um descontrole total. E no meio disso, sugiu uma ONG muito interessante e que estou conhecendo chamada Basta de Demoler. Bom, com eles quero desenvolver um trabalho fotográfico em cima do patrimônio histórico que ainda resta da cidade – antes que o prefeito autorize a destruição de tudo até 2011 (e o cara ainda quer ser candidato a presidente – se ganhar me mudo para Montevidéu).

E termino esse post sem nem citar meu livro. É que ele ainda está na revisão (ou o editor releu e acabou vendo que era uma porcaria, vai saber) e só me resta ficar na expectativa.

Atualizações:
Café con Libros: La casa de los conejos de Laura Alcoba e Galileia de Ronaldo Correia de Brito
Bodegón de Barbon: Arturito

Os links estão ao… ah, vocês já sabem.

Escrito por Marcelo Barbão

02/09/2010 em 1:54

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De como estou usando meu tempo

com 7 comentários

Estou lendo, muito. Em geral, coisas que já tinha lido (e muito) antes. Nunca estou contente com o que escrevo e por isso releio, modifico, corto, reescrevo.

O problema é que o prazo para a publicação está chegando, assustadoramente rápido. Ainda não estou seguro do título do livro. Ainda estou encafifado com um capítulo. Algumas frases, vou reler de novo. Amanhã. Mas já está diagramando! E o nome? E o nome?

Por isso não vou atualizar o blog como se deve, nada de semana passada em La Plata, nem comentário sobre o descalabro imobiliário de Buenos Aires e como isso vai impactar nas minha futuras fotos, tampouco sobre as traduções que saíram na Revista Machado #1 ou sobre a morte do Fogwill. Nada disso.

Só incluí mais um comentário no Café con Libros sobre o Anís de Mariana Dimópulos e outro sobre o Eva Bistrô no Bodegón de Barbon, cujos links devem estar aí ao lado direito, se ninguém roubou.

Ah, a boa notícia que todos queriam ler: sim, já tenho calefón novo com água quentinha.

Escrito por Marcelo Barbão

23/08/2010 em 22:30

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do Café con Libros

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Hoje pela manhã incluí mais dois livros que li recentemente. Deem uma olhada.

Escrito por Marcelo Barbão

09/08/2010 em 9:42

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Da briga por ter água quente

com 3 comentários

O que prometia ser uma semana muito legal foi atrapalhada profundamente pela sovinice do dono deste apartamento em que moro. Já faz algum tempo que o calefón vem dando problemas. O que é isso? É o aparelhinho a gás que esquenta a água. Tanto a da pia da cozinha quanto a do banheiro (pia e chuveiro). Numa semana que foi a mais fria do inverno mais frio da década, ter esse aparelho funcionando é quase um caso de vida ou morte.

O que aconteceu, então, foi que o dono é muquirana e cada vez que o calefón parava de funcionar, ele mandava o filho que é um daqueles “faz tudo” (sem saber muito bem de nada) para consertar a coisa. O moleque abria, via uma borracha – que depois descobri se chamar diafragma – furado, comprava uma nova (que não era original da marca e, imagino, de qualidade duvidosa), trocava e ia embora.

Uma vez, talvez na terceira que isso aconteceu, ainda antes da pior parte do inverno, ele falou que não era para aumentar a potência do calefón (que vai de 1 a 6) para não queimar a tal borracha. Não adiantou, duas semanas depois a coisa falhou de novo. Quando a tal borracha fura, começa a perder calor e a água vai ficando morna, morna, até chegar ao gelado. Liguei de novo, direto pro dono e falei que isso já era ridículo, óbvio que o calefón estava com defeito e era preciso chamar a assistência técnica ou um gasista de verdade.

Passa um dia e nada (água gelada, banhos ou na academia ou na casa da sogra). Ligo de novo e vejo que o sujeito não fez absolutamente nada para consertar. Ele me responde que a imobiliária vai entrar em contato no mesmo dia. O sujeito nem teve a coragem de falar na cara, pediu para o dono da imobiliária me dizer que (agora vem a melhor parte): “nós é que não sabemos utilizar bem o calefón e por isso ele vive quebrando, ou seja, problema nosso e dinheiro – para consertar – nosso”.

Difícil explicar como fiquei bravo, mas imaginem que o português e o espanhol se misturam e minha vontade era mandar uns palavrões daqueles bem trogloditas do português assim o cara não ia entender. Bom, o que fiz? Mantive a calma e chamei um gasista que já tinha feito uns serviços aqui quando mudamos. O cara veio no dia seguinte, 8h30 da manhã e nem mexeu para constatar o problema: esse modelo, dessa marca saiu com um defeito de fábrica e isso sempre acontece. O cara já viu isso acontecer muitas vezes. Diagnóstico: trocar o calefón e comprar um novo.

Claro que era de madrugada pelos padrões argentinos, mas eu liguei para o celular do dono da imobiliária e o do proprietário para “bailar un tango” na cara deles. Mau uso, my ass! O dono do apartamento acabou comprando um calefón novo que trouxe ontem aqui em casa. E o gasista vem amanhã, segunda-feira, instalar. O mais ridículo é que o filho do proprietário, o tal faz-tudo, ligou para o gasista para ver se ele “ensinava a instalar”!!! Tem como ser mais muquirana? O cara não quer gastar um centavo e obriga o filho a tentar “roubar umas informações” para fazer o serviço de graça. Nem eu aceitaria isso. Imagina ter um aparelho que trabalha com gás na sua casa, instalado por alguém sem conhecimento? E depois que explode tudo ou que começa a vazar, quem é que morre?

Aparentemente, tudo se normalizaria amanhã, mas ficamos quase uma semana sem água quente por sovinice. É incrível.

Bom, nem tudo foi briga na semana. Também vi uma infinidade de fotografias. Começou o Festival da Luz e há exposições por toda a cidade. Eu fui em exatas 25 mostras. E ainda perdi a hora em 2 – odeio lugares que fecham às 18h. A primeira foi do Brassaï que está no Bellas Artes e traz suas fotos de Paris. Mas a melhor ainda foi a de Koudelka, sobre a Primavera de Praga.

E ainda há muito mais durante as próximas duas semanas. Mais de 30 que espero ver todas – alguns lugares são longe. O que também começa agora é o Festival Mundial de Tango que inclui competição, shows, aulas e conferências. Eu vou me restringir aos shows e uns poucos eventos paralelos (lançamento de livros) porque quero dar mais espaço à fotografia. Mas quero assistir uns bons shows.

Por falar em bons shows, comprei um CD muito bom do Escalandrum, banda do baterista Pipi Piazzolla, neto do Astor. Vale a pena. Vejam um vídeo deles:

Organizei meus horários para ter livre as tarde de quarta, agora renomeada como “Tarde de Estudos”. Quais? Bom, 14h vou ao centro para ter aula particular de espanhol. A aula é com uma amiga da Stella e estou gostando (já tive duas) porque está bastante dirigida a minhas necessidades. A aula está dividida em duas partes: primeiro discutimos um texto meu que sempre envio para ela. E vamos discutindo erros e construções “não naturais” do espanhol. Mas em cima da minha produção, o que é muito bom. Na segunda parte, fazemos exercícios em cima dos problemas encontrados na primeira parte.

Por exemplo, o uso do objeto indireto ainda é uma questão a ser trabalhada, por ser bastante diferente do português. Está sendo legal também porque pensei numa série de textos curtos para discutirmos na classe, mas que estão ficando bons e que podem até ser um livro de relatos no futuro. São texto pequenos que contam o espaço de 18 segundos antes de algo acontecer.

Depois, saio dali, caminho até a Plaza de Mayo, tomo o metrô Linha E e desço em Boedo. Chego ao Café Margot e ali me encontro com um escritor amigo, Oliverio Coelho (de quem comentei o livro Parte Doméstico no Café con Libros), e discutimos o estilo e a “naturalidade” de aquele que pode ser meu primeiro livro em espanhol. Não é exatamente uma aula, mas estou aprendendo muito. Fora o contato com gente que fala espanhol bem, porque eu estava muito em casa, trabalhando com traduções.

Quando termina esse encontro, saio correndo por cinco quarteirões e chego na escola de música. Sim!!!! Finalmente voltei a tocar bateria. Muito bom sentar no banquinho e mandar bala. Pegar partituras, tentar fazer exercícios, aplicar rudimentos em solos. E isso porque foi a primeira aula! Claro que, tirando a ferrugem, sei fazer bastante coisa, lembro bem como é ler partitura, etc. Por isso fomos direto para o jazz e sua marcação no prato. Até o final do ano, quando pretendo comprar uma bateria, estudar vai ser complicado e provavelmente não retome a agilidade tão rápido, mas aquela hora semanal (também tem uma hora de estudo) já vale mais que qualquer terapia.

Bom, e no final de agosto, estou tentando organizar meus horários (e os da senhora que limpa a casa) para fazer uma extensão na UBA sobre Fotografia Documental. Sim, entrei numa febre de sair de casa, estudar e ter contato com o espanhol. O primeiro semestre foi quase de hibernação, por isso essa vontade.

A academia continua, mas com um período curto de menos frequência, por causa das exposições. Mas tenho caminhado sempre que possível. Hoje, por exemplo, voltando das exposições em Recoleta, caminhei 2,6 km para ir ao Centro. Desnecessários, mas saudáveis.

Estou recuperando um gosto também: o das revistas. Talvez por ter trabalhado de 2002 a 2006 como editor de revistas, acabei perdendo a vontade ir à banca, comprar, chegar em casa e ler. Faz uns meses, voltei a comprar a National Geographic (em espanhol, publicada no México), depois procurei uma boa revista de história e acabei encontrando uma chamada Caras y Caretas que, em sua primeira encarnação, foi publicada de 1898 a 1941. Depois reapareceu em 1982 e, na sua terceira encarnação, é publicada desde 2005.

O editor é um historiador muito conceituado daqui chamado Felipe Pigna. Também produz especiais para a TV que são muito bons. Na área de música, fico com a Rolling Stone que tem uma boa cobertura de rock argentino (é feita aqui) e comprei uma chamada Batería Total que é espanhola. Há outra de bateria chamada Bateristas al Sur, que é feita aqui em Buenos Aires.

E agora, vou começar a testar as revistas de fotografia, para ver a que gosto mais. De jornal, fico com o Pagina 12, mas compro somente de domingo, nos outros dias leio pela internet, porque a quantidade de papel acumulado me incomoda. Bom e o Caderno Ñ, de literatura, que sai aos sábados.

Ou seja, estou lendo muito. E agora preciso lavar a louça na água congelante.

Escrito por Marcelo Barbão

09/08/2010 em 1:56

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Das novas seções

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Essa semana não atualizei este blog, na verdade estive bem ocupado comendo. É que conheci um casal especial, Alex e Cecília Herzog. Ele está aqui fazendo um livro sobre restaurantes da cidade e como eu estava de férias, acabei acompanhando-o, além de dar umas dicas de lugares que gosto. Na maior parte do tempo, aprendi como um verdadeiro profissional da gastronomia trabalha (quem sabe eu aprendo um dia).

Bom, as férias acabaram e o dever chama (e mais traduções são pedidas, mas ainda estou salvando o domingo como dia da vagabundagem instituída). Essa semana começo meus estudos (mais detalhes depois das primeiras aulas), também acontece o Festival da Luz (grande encontro de fotografia) e finalmente eu A convenci a termos umas aulas de tango, vai ser divertido – só precisamos encontrar um horário na agenda.

Por falar em fotografia, eu fiquei abismado com a Canon G11 do Alex, quero uma JÁ!!!

Para não dizer que não fiz quase nada no blog, criei duas seções novas: o Bodegón de Barbon, com comentários sobre os restaurantes estilo bodegón que vou, e o Café con Libros, com resenhas de minhas leituras de escritores do Río de La Plata (ou seja, argentinos e uruguaios).

Começo com um comentário sobre el Solar de Don Fermín, aqui em Caballito mesmo; e com Novela de Difuntos y Colegialas e Parte Doméstico, dois livros muito interessantes que li há pouco. Os links, claro, estão ao lado.

As fotos são do passeio com os sobrinhos pelo CC Recoleta.

Escrito por Marcelo Barbão

03/08/2010 em 1:14

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De como a Argentina não foi para o inferno

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Sei que isso aconteceu há algumas semanas e eu não tenho atualizado o blog como deveria (ou queria). Pode ser pelas férias que já acabaram ou o frio ou a preguiça. Ou um pouco de tudo.

O certo é que depois do dia 15 de julho, a Argentina e seus habitantes não foram para o inferno, não amanheceram endemoniados ou perdidos. Todo mundo, os que eram a favor e os que eram contra, acordaram, foram trabalhar, fizeram suas coisas, voltaram para casa, assistiram à TV e foram dormir. Ninguém morreu, ninguém ficou diferente.

Quem era gay continuou sendo, quem não era, continuou não sendo. Realmente não consigo entender o problema da Igreja e a liberdade sexual, é algo incompreensível. Que os crentes tenham sua moral é algo triste, mas aceitável. Porém, a imposição de seus valores ao resto da população é simplesmente inaceitável, levando a uma intolerância violenta e perigosa. O nível dos argumentos é tão ridículo que provocaria riso, se não fossem pessoas supostamente inteligentes falando em programas de televisão em rede nacional.

Como se casamento fosse algo “natural”, independente do que isso quer dizer, e não uma instituição humana. Lembrando que a(s) Igreja(s) eram contra o matrimônio civil, em seu momento. Dá para ver como seria o mundo se estas instituições voltassem a dominar nossas vidas, pela forma como tratam seus próprios integrantes, os poucos padres a favor do matrimônio igualitário foram censurados severamente. Hum, quanto menos poder tiver essa gente, melhor.

Enquanto isso, a pedofilia corre solta, mas sem camisinha, claro, por que isso vai contra os ensinamentos de deus.

Bom, comprei o ingresso para o Rush, Pista VIP, mais perto só se invadisse o camarim deles. Devo chegar antes para fazer a mudança das coisas do meu apartamento, pintar e colocar para alugar. Se alguém estiver interessado, a partir de outubro, ótimo apê no melhor ponto da Augusta estará livre.

Depois do show, talvez uns dias no Rio de Janeiro e Angra, que ninguém é de ferro e o inverno deste ano está mais bravo que o do ano passado.

Falei por cima do fim antecipado das férais e pensei que ninguém ia reparar, mas o problema é que sou um pouco “boludo” mesmo. Não sei ficar parado. E o problema é que queria visitar todos os cafés notáveis de uma vez em julho, mas alguns dias faz tanto frio que dá uma preguiça excepcional. Também o quis fazer ia além das minhas forças e das minhas prioridades no momento. Por isso, simplesmente decidi ampliar o tempo de visitas aos cafés notáveis. Até agosto pretendo visitar todos os que não conheço, para depois, aos poucos, ir voltando aos que já fui anteriormente, para as fotos e os textos que estou escrevendo sobre cada um.

Também fiz uma lista de outros “guias de trekking urbano” que quero fazer. Com tempo, aos poucos, misturando com minha vida diária. Descobri que, melhor do que tirar um mês de férias e fazer o que se gosta, é incluir esse “o que se gosta” na vida cotidiana, tornando-a muito mais divertida.

Em julho, na primeira semana, fui pela primeira vez a La Plata, uma cidade a 60 km de BsAs que é a capital da província. Fui para lá porque Ela começou o Mestrado em Linguística na Universidade de La Plata. Então, uma vez por mês, durante 3 ou 4 dias, ela vai para lá e faz matérias o dia inteiro. E eu vou junto, claro. Ficamos num pequeno hotel, eu trabalho no computador enquanto ela estuda e depois vamos passear. A cidade é bonita e tem uma boa oferta cultural, assim que serão três dias divertidos.

As fotos desse post são basicamente de lá, já que estou com uma baixa produção de fotos. Simplesmente para tirar fotos é preciso sair com a câmera, algo que não tenho feito.

Nem lido tanto quanto devia, mas vou dar um jeito nisso. Estou com a síndrome de colocar prioridades em tudo e as noites são para ler e estudar, depois de voltar da academia, claro. O que, aliás, está dando certo, estou uns 4 quilos mais leve graças ao controle alimentar, aos exercícios e muita caminhada.

Também, na questão de prioridades, começo na quarta minhas aulas particulares de espanhol, na quinta, um curso de “lembranças de bateria” – para retomar o jeito de tocar – e ainda vou ter encontros semanais com um amigo escritor para discutirmos minha produção literária em espanhol.

Sem falar que finalmente encontrei tempo e cabeça para retomar o Anatomia de um Solo de Bateria que fechará com chave de ouro em outubro com o segundo show do Rush da minha vida. Depois disso, vou dar uma parada na criação de novos trabalhos (apesar de toda a vontade e ideias) para retrabalhar o que já tenho, principalmente Cartas e Un Viaje Incompleto.

Vamos publicar em espanhol? Eu vou.

Qual a possibilidade de um completo paraquedista na arte da gastronomia publicar uma nota num dos blogs mais interessantes desse assunto no Brasil? Pouca, diria eu, mas alguém realmente acha que eu entendo alguma coisa de comida (da mesma forma que engano em literatura, fotografia, música e um monte de etc) e me convidaram para falar sobre bodegones no Gastronomix, um blog super legal. Vejam aqui; http://bloggastronomix.blogspot.com/2010/06/eu-recomendo-buenos-aires-e-seus.html

O lado bom é que tive contato com alguém que realmente entende do assunto e que nos levou a jantar em um excelente restaurante. Explico, no sábado retrasado fomos ao aniversário da Gisele Teixeira, do Aquí me Quedo (aqui ao lado) e conheci o Alex Herzog, chef, fotógrafo e crítico gastronômico (tudo de verdade, ao contrário deste escrevinhador). Bom, durante a semana nos encontramos mais 3 vezes, jantamos no Dominga, almoçamos no Miramar e conhecemos um pouco de Palermo. Ainda dei umas indicações (coitado) de San Telmo. Espero não ter estragado seu livro sobre os restaurantes bons de Buenos Aires.

A única promessa é que, enquanto não aprender a ser bom nessas coisas que faço, não vou parar de tentar. Depois que ficar bom, aí vejo o que faço.

Escrito por Marcelo Barbão

27/07/2010 em 1:46

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De como surfo na onda polar

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Sim, estão prevendo uma “onda polar” para os próximos dias em Buenos Aires. “Traduzindo”: vai fazer um frio do cão e eu finalmente estou de férias. Isso porque precisei dizer uns nãos por aí. Se quisesse já teria mais livro para traduzir. Mas fui firme ou acabo doente, mais doido do que já estou.

A Copa termina, os “gallegos” como se diz por aqui ganharam. Fiquei emocionado com o Uruguai, que lutou até o final e só não ganhou por algumas infelicidades (Muslera tinha sido impecável, mas errou nos gols alemães) e falta de sorte (falta quase perfeita de Forlán tocando o travessão no último minuto).

Já o jogo de hoje, a final, foi um horror. A Holanda parecia um time de várzea desses bem violentos. Rolo até voadora no peito! As duas equipes perderam gols o tempo todo, o juiz foi desastroso e a rede só balançou uma vez (que foi a média de gols das partidas da Espanha que só pode ser considerada a melhor em comparação com a baixa qualidade das outras seleções).

É nesses momentos que não me deixo levar pela suposta “intelectualização” do futebol. Aquele pessoal que lê tudo, estuda táticas, sabe a escalação de todos os times e – para que todo esse tempo perdido tenha algum valor – dá um ar de entendido, como se futebol (e esportes em geral) fossem alguma espécie de ciência.

Geralmente, nos bolões que acontecem em todas as partes durante a Copa, esses caras erram todos os prognósticos e aquela menina quietinha do canto que chuta qualquer número de gols nas partidas, acaba acertando mais que eles.

Recuso-me a “entender” de futebol, porque futebol deve mexer com minhas emoções. E essa Copa foi uma das menos emocionantes que já vi. E já falei tudo que precisava sobre o assunto.

No quesito visitas emocionantes, fomos finalmente conhecer o Teatro Colón. Ouvindo Chopin. A não sei quantos metros de altura. Como a corrida para rever o Colón é dura, só encontramos entrada para a Plateia Alta. E bota alta nisso! Estávamos no sexto andar do elevador, para ter uma ideia.

Eu nunca tive problemas de vertigem, pelo contrário. Sou meio viciado em lugares altos. Deveria ser montanhista. Mas Ela, puxa, passou mal nos primeiros minutos, depois conseguiu se controlar. Um rapaz ao nosso lado, com a namorada, precisou ir embora, não aguentou. Estava pálido quando se levantou. Vertigem é uma coisa muito chata. Não sei se é algo psicológico ou físico ou um pouco dos dois. Ainda bem que não sofro disso.

Como não fomos prevenidos, tivemos de gastar uma grana nesses dias. É que o frio obriga a comprar novas blusas, sapatos, meias, essas coisas. Realmente não é simples moda (quem me conhece sabe que não estou nem aí), mas adaptação de um guarda-roupas que nunca precisou ser montado para frios fortes. Em São Paulo, devia chegar a uns 10 graus e isso era raro.

Alguém vai perguntar: não tem saudades disso? Nem um pouco. Fiquei fã das estações do ano. É muito bom ver o ano passar através da mudança de estações. Em São Paulo era sempre o mesmo, um pouquinho de frio no inverno. Mas uma secura tão violenta que essa temperatura um pouquinho mais fria era ignorada. E verões com um calor insuportável e chuvas torrenciais todo dia.

Outono e primavera eram o mesmo, ninguém nem sentia nada. Não, prefiro as mudanças bem marcadas de estações. E gosto do frio, sempre gostei. Comprei uma bota de trekking, térmica, muito boa para o inverno (os pés frios são o que mais me incomodam no inverno). E essa bota também serve para meus momentos de trekking urbano. É a isso que me dedicarei nas férias. Passeios a pé pela cidade. Quem sabe até sai um livro disso.

Ontem, acompanhado por Ela e pela mãe Dela, fui assistir à melhor atriz argentina da atualidade: Norma Aleandro que está fazendo uma peça de teatro excepcional. Agosto é o nome da peça e conta a trajetória de uma família verdadeiramente disfuncional. Outra atriz, esta desconhecida dos brasileiros, chamada Mercedes Morán, dá um show à parte como a filha da personagem de Norma Aleandro.

Mesmo longa, com 3 horas de duração, a peça consegue fazer rir, mas também possui seus momentos dramáticos. Depois fomos jantar no Il Gatto, uma rede de restaurantes, estilo cantina, bastante famosa por aqui. Foi minha primeira aventura à Broadway portenha. É que na Corrientes, entre 9 de Julio e Callao há muitos teatros grandes. Com produções caras e cheias de vedetes, realmente o teatro de revista conseguiu sobreviver por aqui. E há um… um… bom, realmente não sei como defini-lo. É um playboy milionário, herdeiro de uma das fábricas de doces mais famosas da Argentina, que supostamente é ator, produtor, dançarino e… famoso. Bom, os grande teatros de Corrientes estão cheios de peças com vedetes com pouca roupa e supostos dançarinos/cantores. Passo longe delas.

Agosto não tem nada a ver com isso, mas está ali, no meio de tudo isso. E foi minha primeira experiência ali. Agora quero explorar um pouco o chamado “off-Corrientes”, uma série de salas pequenas em outros bairros (há algumas que ficam na própria Corrientes, apesar da ironia) com peças alternativas, que fazem mais o meu gosto.

Meus parcos conhecimentos gastronômicos (talvez como no futebol, eu prefiro sentir do que intelectualizar a gastronomia) apareceram no excelente blog Gastronomix (http://bloggastronomix.blogspot.com/) do novo amigo Rodrigo Caetano. Escrevi sobre o bodegones daqui, um tipo de restaurante que só pode ser encontrado aqui já que as características que os unem não tem tanto a ver com a comida, mas com o desenvolvimento histórico, a longevidade, etc. Leiam lá a nota e entenderão.

Amanhã, para “surfar a onda polar”, vamos para La Plata. É uma cidade importante, cerca de uma hora de Buenos Aires de ônibus e capital da província de Buenos Aires. Já fui lá uma vez, assistir a um show do Indio Solari, um dos maiores roqueiros do país. Mas desci do ônibus, entrei no estádio, assisti ao show e voltei com o mesmo ônibus (era fretado). Não conheci nada. Agora vou para passar o dia. Ela começa um mestrado em Linguística na Universidade local (desistiu de esperar a UBA abrir a inscrição – eles adiaram o curso em 2008 e 2009 “por falta de interessados”). O curso é de uma semana a cada 2 meses ou algo assim. Como é a primeira vez, Ela pediu para que a acompanhasse.

Aproveito para conhecer a cidade, tirar fotos, fazer um post para o Direto de Buenos Aires. E alimentar meu lado geek com o Museu de Ciências Naturais, que dizem ser um dos melhores. Cheios de dinossauros. Claro, ao lado está o Planetário e astronomia é meu hobby científico favorito. Até comprei uns livros e pretendo fazer uns cursos.

Vão preparando o feijão porque em outubro vou para São Paulo. O Rush vem tocar no dia 8 no Morumbi e eu já estou com a mala pronta. Até lá pretendo encontrar uma solução para meu apartamento em São Paulo.

Uma das coisas que PRECISO fazer nas férias é colocar em dia minhas leituras. Como é vergonhoso passar meses sem conseguir terminar um livro (e começar vários).

Escrito por Marcelo Barbão

11/07/2010 em 23:15

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Dos blogs portenhos

com 2 comentários

Fiz uma pequena divisão na seção de links ao lado, separando os que são blogs feitos por brasileiros que vivem aqui ou gente de Brasil que escreve sobre Buenos Aires.

Há outros blogs que leio, mas no começo preferi colocar os blogs de pessoas que conheço pessoalmente. Depois vou ampliando.

PS. Tulio, você ficou de fora dessa. Uma pena.

Escrito por Marcelo Barbão

21/06/2010 em 15:46

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De como o mundo ficou mais burro

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Estou terminando a penúltima tradução do semestre. Mais algumas semaninhas e começam minhas férias. Que já estão cheias de coisas a fazer, mas que contarão também com muito sono e muita leitura. Fora os passeios, claro.

Esta semana pegamos mais firmes na academia, também conhecida como “gimnasia” por aqui. Acho que fomos quatro vezes, deixando só a quinta para fazer um passeio noturno por San Telmo. É que a prefeitura organizou quatro passeio históricos teatralizados e fomos no dos “Fantasmas de San Telmo”. O frio criou o clima perfeito para procurar fantasmas pelas ruas centenárias do bairro.

As fotos desse post são desse passeio. Infelizmente precisei usar flash ou ninguém veria nada, mas tudo bem. Voltando à academia, ela está a dois quarteirões daqui e, apesar de irmos num horário que acho desagradável – entre 18 e 19h – ela não está lotada a ponto de termos de esperar para usar os aparelhos. E os instrutores realmente prestaram atenção na gente, ao contrário de todos os outros que tinha conhecido antes.

Como o objetivo é perder peso, faço esteira e bicicleta, além de um aparelho que nunca lembro o nome, mas que não é nada fácil. Não senti dores (também comecei bem tranquilo), a não ser nos ouvidos. Sim, o órgão que sai mais dolorido de um academia é o ouvido com aquelas músicas horrorosas que ficam tocando nos alto-falantes. A solução, a partir do segundo dia, é o iPod no bolso e passou a dor de ouvido.

Ontem foi Dia dos Pais na Argentina e hoje é Dia da Bandeira, feriado. Dia pós-vitória brasileira e pré-jogos do Uruguai e Argentina. É verdade que o Brasil jogou bem por alguns momentos, mas sinceramente, ainda não estou convencido. Quero ver na próxima sexta, com um adversário bem mais complicado e sem o Kaká (o que pode ser uma boa, já que ele não está nem perto do que pode jogar).

Portugal venceu por 7 a 0 a mesma Coreia do Norte que o Brasil penou para ganhar. Por isso ainda acho que a Argentina é favorita, gostem ou não meus amigos brasileiros.

Depois do passeio por San Telmo, na quinta, fomos a um restaurante natural que abriu por ali, numa das ruas mais bonitas desse lindo bairro: a Balcarce. Linda porque está mais preservada, com menos edifícios novos do que as outras ruas e também é bem mais tranquila, sem a confusão que é Defensa. O restaurante é o Naturaleza Sabia, vou colocar uma resenha no Direto de Buenos Aires essa semana.

Claro que o evento mais importante da semana foi a morte do Saramago. Para mim, foi como perder um avô. Lembro quando li meu primeiro livro dele, o Jangada de Pedra. Essa mistura de realismo com o fantástico, com um sabor diferente do encontrado em escritores latino-americanos. Vinculado a uma linguagem tão precisa que podia ser chamada de burocrática (tanto que muita gente acha “chata”, por simplesmente não entender a beleza de um texto bem escrito), mas que é um beleletrismo moderno.

Sim, ele me influenciou muito. Depois veio o livro que mais gostei até hoje, “Memorial do Convento”, Balthazar e Blimunda são personagens absurdamente perfeitos. Depois vários outros romances se seguiram: O ano da morte…, História do cerco de Lisboa, Ensaio sobre a Cegueira, O Evangelho segundo Jesus Cristo. E um livro de viagens muito bom, Viagem a Portugal.

Por ter me dedicado muito mais à literatura latino-americana, e especialmente rio-platense, nos últimos anos, acabei não lendo ainda os últimos que ele lançou. Mas agora que volto ao Brasil, vou comprar os que faltam, inclusive um Pequenas Memórias que, bom, é isso mesmo, um livro de memórias.

Minha admiração por Saramago não ficava só na literatura. Como ser político, ele era sensacional também. Sem papas na língua para falar contra a religião, contra as injustiças políticas, apontando dedos para todos os lados onde havia alguém sofrendo, seja Israel, seja Cuba. Isso é algo que poucas pessoas tinham coragem de fazer. Como alguém disse por aí, a humanidade ficou um pouco (ou talvez bastante) mais burra com sua morte. E eu fiquei muito triste.

Vou aproveitar julho para colocar alguns assuntos em dia: um é o curso de espanhol que preciso fazer para melhorar minha relação com a língua. Outro é a questão musical, encontrei uma escola aqui no bairro que tem os dois cursos que quero fazer: bateria e harmônica (ou gaita). Vou lá assim que tiver um tempinho e, se as condições forem boas, me inscrevo nos dois cursos. Outro assunto pendente é começar a organizar seriamente a viagem ao Himalaia. Tenho endereços de agências de viagens no Brasil e na Argentina, agora é preciso ir atrás, fazer orçamentos, preparar-me fisicamente (para o ar raro), ir comprando roupas e outros acessórios. Trabalhar para ir em 2011 ou 2012, antes do fim do mundo previsto pelos maias, claro.

Há novos links ao lado, deem uma olhada nos blogs legais que eu leio.

Escrito por Marcelo Barbão

21/06/2010 em 14:20

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